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Cap. 15 - Fora da caridade não há salvação

Acompanhe o estudo do evangelho segundo o Espiritismo através de um roteiro sistematizado de perguntas e respostas para cada item do capítulo.
Cap. 15 - Fora da caridade não há salvação
Por Gilton Carlos 23/05/2024

Item 1. Ora, quando o filho do homem vier...
Pergunta: No quadro que pinta da separação dos bons e maus, qual o critério utilizado para a classificação e por que ele afirma que o reino (a Terra) foi preparada para os bons desde o início?

Resposta: Este é mais uma passagem inequívoca que coloca a caridade acima de tudo. Os cuidados para com aqueles que necessitam, exemplificados nos que tem fome, sede, presos, pobres etc., caracterizam a caridade em ação. A fé, a esperança, o louvor, a oração ao Cristo, todos têm sua importância. No entanto, deixa evidente que a caridade para com o próximo está acima, como Paulo também escreveu comparando-a com a fé e a esperança, na carta aos Coríntios, dizendo a caridade, ou o amor, é a mais excelente. Jesus, ao anunciar a separação, mostra que a Terra será morada dos bons Espíritos, consoante o próprio processo evolutivo adentrando a classificação de mundo feliz, iniciando pela regeneração. 

Item 2. Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei...
Pergunta: O que podemos tirar de lição das atitudes do doutor da lei e de Jesus neste diálogo?

Resposta: A interpelação do doutor da lei foi recebida por Jesus como o médico que trata o paciente, o professor que ensina o aluno. O teste é verificar o nível do Cristo pelo conhecimento que tem. Ao devolver a pergunta, Jesus faz o homem expor o que tem em si. É a maiêutica de Sócrates. Neste momento não só o que sabia da lei, mas seu orgulho de classe vêm à tona. Quando o doutor da lei vê em Jesus alguém que concorda com ele, visto que não o levou a embates, como era tão do gosto dos religiosos judeus, desarma-se e, como diz o texto evangélico, na sequência muda o tom. De desafiador passa a ser um aprendiz carente de orientação, quando pergunta sobre o próximo. Está técnica do Cristo está na questão 841 de O livro dos espíritos. Falar primeiro com a brandura que acolhe, depois com a persuasão que ensina.

Item 3. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade...
Pergunta: Como a prática da caridade põe o espírito no caminho da felicidade espiritual?

Resposta: O ensino de Jesus, por sua missão, direciona todos os espíritos para a evolução moral, que significa a prática natural e espontânea do bem. Para aqueles que não temos ainda este estado natural por hábito, ele deixa o que fazer para alcançá-lo. De início, quando põe estas lições ao nosso alcance, de imediato nos faz olhar para além de nós mesmos e nossos interesses. E diz que o outro é mais importante! Mostra que a sobrevivência, e seus receios, que nos faz reter pelo egoísmo e impor pelo orgulho, é atendida naturalmente quando colocamos o outro no lugar prioritário. O que, para os que estamos em início de aprendizado, parece um contrasenso. A própria experiência e a observação mostra que aqueles que se dedicam ao bem, jamais ficam desamparados. É esse exercício na prática do bem que vai nos ensinando o poder da lei de justiça, amor e caridade que é sempre mais evidente para os que transitam na vida guiado por ela.

Item 4. Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca...
Pergunta: O que podemos dizer da intenção da pergunta dirigida a Jesus e por que a resposta tem tanta importância dentro do que o Cristo ensinou? 

Resposta: O fariseu, de forma geral nos evangelhos, é retratado quase sempre de maneira provocativa dado o costume do debate, da arguição, presente até hoje no costume judeu, ligada a inferioridade moral da época que buscava sempre diminuir o outro para parecer superior. A pergunta é recheada de baixa intenção, por estar dentro de um contexto no qual a discussão sobre as leis mais importantes ainda estava em voga. A pergunta tenta forçar Jesus a uma posição e assim fazê-lo alvo de criticas e ataques do grupo em posição diferente de pensamento. Não obstante esta malícia, a resposta de Jesus põe em resumo os deveres da criatura ante a obra da criação como um todo. Coloca a humildade como a principal virtude, diante de Deus, e a caridade igualmente, diante dos outros. Esta última, responde sutilmente a provocação recebida mostrando que o fariseu questiona sobre a lei, transgredindo-a ao mesmo tempo.

Item 5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação...
Pergunta: Por que Jesus fala que toda a lei (Moisés) e os profetas estão contidos naqueles dois mandamentos?  

Resposta: Em todos os momentos de marcos espirituais as leis de Deus, as leis naturais, foram dadas em caráter de revelação. Ou seja, as informações foram trazidas da dimensão espiritual para a vida material. Este processo mostra o caráter da condução evolutiva pela qual passamos. Com Moisés aconteceu assim e todos os outros missionários que vieram depois. Todos com o objetivo de nos ensinar, até onde nós fosse permitido a assimilação, as leis de Deus. Quando Jesus faz esta afirmação, em resumo, diz que eles estavam fazendo a mesma coisa: ensinando ao seu modo, com a linguagem de seu tempo, com os costumes de sua época, através dos hábitos culturais sobre aquilo que hoje em nosso tempo chamados as virtudes da humildade e da caridade.

Item 6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens...
Pergunta: Nesta carta, Paulo estabelece grandes coisas que sendo feitas sem caridade, não tem efeito meritório. Mas e as pequenas coisas do dia-a-dia, terão impacto real ou são apenas exercícios para o Espírito que ainda aprende?

Resposta: Na sabedoria da criação tudo se encadeia concorrendo para o crescimento e a felicidade do Espírito. Os que desempenham papeis notáveis, de grande evidência, que impactam muitas pessoas, ocupam essa posição por terem se habilitado por meio de sacrifícios menores. A evidência que muitos de nós buscamos voluntariamente, pode estar ligada muito mais a vaidade e a ambição, embora disfarçada de amor, que propriamente desejo de servir. Todos os atos de bondade tem mérito, quanto mais está ligado ao sacrifício do interesse pessoal. Aos que não teremos nessa vida a fama dos grandes missionários, importa não se preocupar em fazer coisas grandes, mas colocar grandeza nas coisas pequenas que a vida está nos chamando a realizar agora.

Item 7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade...
Pergunta: (em construção)

Resposta: (em construção)